quinta-feira, 28 de junho de 2012

Capítulo 9






Coloquei as mãos no peito dele a afastei-o de mim e, consequentemente, dos meus lábios. Olhei para a Duffy, que se encontrava a observar todo aquele 'cenário'.
Os seus olhos encheram-se de lágrimas e mágoa, abanou a cabeça num gesto desaprovador e disse:
- Tu disseste que desistias dele pela nossa amizade. Tu disseste que nós valiamos mais!
Agarrou o colar e arrancou-o do seu pescoço, quebrando-o, atirou-o para o chão e quase gritou:
- És uma traidora.
Virou as costas e foi embora e eu olhei-a mas não corri atrás dela, pois conheço-a o suficientemente bem para saber que não a ia fazer persuadir-se e desculpar-me.
O Steven olhava para mim com admiração e confusão, não sabia o que se estava a passar, nem porque é que a Duffy tinha feito e dito aquelas coisas horríveis.
- O que se passa, Andreia ?
Olhei para ele e decidi-me a explicar-lhe tudo desde o ínicio, sem pensar nas consequências dos meus atos.
- Então ela gosta de mim?
- É...
Pegou-me nas mãos e deu um beijo em cada uma delas e saiu a correr da escola.
- S-STEVEN! ONDE VAIS ?!
Ele olhou para trás e sorriu-me.
Liguei ao André e contei-lhe tudo o que se havia passado ao qual ele só respondeu:
- Óh Andreia, como é que deixaste isto acontecer?
- Foi sem querer.
- Pois.
E desligou a chamada.
Peguei no colar que se encontrava despedaçado e coloquei-o no meu bolso. Retirei-me daquele lugar e dirigi-me a casa.
Eu encontrava-me ou sentia-me sozinha. Mais uma vez. E na solidão do meu quarto, encontrava-me abraçada à minha almofada, até que ouvi alguém bater na minha porta.
- Quem é ?
A pessoa abriu a porta e pude ver que era a minha mãe.
Levantei-me rapidamente.
- Mãe ? Passa-se alguma coisa ?
Sentou-me na minha cama e abraçou-me, como só uma mãe sabe abraçar um filho.
Passei-lhe a mão pelo cabelo e acariciei-lhe a face. Tratei-a como se os papéis estivessem invertidos e eu fosse a mãe a cuidar da filha.
- Desculpa ter sido uma mãe terrível, nestes últimos tempos. Eu sei que não tenho tido muito tempo para ti, que tenho prestado mais atenção ao Rodrigo, mas...
- Óh mãe, não precisas de pedir desculpa, - interrompi-a. - tu és uma ótima mãe, és um exemplo para muita gente, eu sei que tu também queres ter momentos com o teu marido...
- POR FAVOR, NÃO VÁS EMBORA COM O TEU PAI!- disse-o ela, quase desesperada.
- Mãe... E-eu... Eu não sei... Não tenho tido tempo para pensar e... Tem ocorrido muita coisa na minha vida... Mas... Mas eu também não te faria algo assim... Eu preciso de mais tempo...
- Filha, - passou-me a mão sobre a cara - o que se passa? É rapazes ?
- Não é nada, mãe...
- Podes falar comigo.
- Eu sei!
- Bom, vou-te deixar sozinha...
- Obrigada.- sorri.
Eu sentia uma profunda irritação comigo mesma, por ceder aos encantos de Steven e ter sido uma terrível amiga. Pus os phones e ouvi ' Astronaut ' dos Simple Plan. Adormeci, por fim...
No dia seguinte, quando cheguei à escola não podia acreditar.
Deparei-me com o Steven e a Duffy de mãos dadas e a beijarem-se como se não houvesse amanhã. Subitamente senti uma volta à barriga, um enjoo, uma raiva e uma tristeza. Não me consegui controlar. Fui até eles.
- STEVEN ?! DUFFY ?! Vocês ... ?! AHHH, O QUE RAIO ESTÃO A FAZER ?! - gritei.
- Finalmente tenho o que quero. - afirmou a Deolinda.
- É, tu não acreditaste mesmo que eu te amava, pois não? AHAHAH !- riu, cínicamente o Steven e a Deolinda acompanhou-o.
- Como é que foram capazes ?- inquiri, com as lágrimas nos olhos.- Tu eras a minha melhor amiga, Duff... E agora... agora não és NADA ! Eu nunca te faria isto, por mais magoada que estivesse contigo. Se há qui uma traidora és tu ! Eu errei, sim, mas reconheci ! E estava disposta a esquecer o Steven para sempre. Por nós, por uma amizade como a nossa, ÚNICA !
A Duffy estava séria e de repente começou-se a rir, histericamente:
- AHAHAHAHAHAHA, que discurso tão bonito. - gozou.
O André havia chegado e ouviu tudo, sem se meter. Olhei para ele, já com os olhos em lágrimas pesadas e soltei, rouca de tristeza:
- Também me vais abandonar ?- enquanto o disse, duas lágrimas correram-me pela cara.
Chegou perto de mim e limpou-me as lágrimas.
- Alguma vez te abandonei ?- sorriu.
Abracei-o e saímos dali. Faltámos a todas as aulas, o dia foi nosso. Sentia-me mal, mas a companhia do André fazia-me sentir bem.
- Obrigada, melhor amigo.
- Não agradeças, melhor amiga.- abraçou-me e deu-me um beijo na testa.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Capitulo 8




       Estava deitada à muito e não conseguia parar de pensar nas palavras do André : “ Deia , eu acho que tens de ter cuidado . A Duff gosta do Steven mais do que qualquer pessoa , acredita em mim . Acho que vai ficar muito magoada se descobrir que ele se atira a ti e te beija frequentemente “ .
       Olhei para as horas marcadas no meu telemovel : 03h06 . Não conseguia adormecer com a confusão que ia na minha cabeça , o Steven , o Rodrigo , o Joel a Duffy e o André . Só me apetecia meter-me num buraco e só sair quando tudo se resolvesse . Passados alguns minutos , o telemovel começou a vibrar para dar sinal de uma chamada do  Steven . Aquela que recusei assim que vi “ Steven Royal “ no ecrã . Ele insistiu e ligou mais umas oito vezes , até que mandou uma mensagem  : “ Andreia ,  nao é por recusares as minhas chamadas que nao me ouves . Estou à porta de tua casa , vem ter comigo “ .
       Saí de casa com os meus calções e uma camisola de cavas que usava como pijama . Fiquei parada à porta durante alguns segundos  , até ele acabar com aquele silêncio meio constrangedor :
       - Andreia , tu andas a evitar-me e eu sei disso . Tivemos uma tarde quase perfeita , se não fosse a tua mãe e depois começas a inventar desculpas para nao ires a minha casa e a evitar-me . acho que mereço saber o que se passa , não ?
       - Não , porque eu não te ando a evitar nem a inventar desculpas Steven . E se é isso que pensas de mim , que evito os meus problemas , acho melhor que te vás embora .
       - Então eu sou um problema ?! Desculpa mas eu não sabia disso .
       - N-não ...
       - Então vem a minha casa amanhã , como andas a evitar fazer . Ou então explica-me porque me andas a evitar , pode ser ?
       - Desculpa . Mas os meus melhores amigos têem os seus problemas e eu tenho que estar presente para eles .
        - Andreia ...
       - Desculpa . – interrompi-o
       Virei as costas , e entrei em casa . Deitei-me na minha cama e as lagrimas  começaram a cair-me da cara . Tinha uma sensação que o Steven  sentia por mim o mesmo que eu sentia por ele , mas ao mesmo tempo medo que ele quisesse apenas avançar e depois largar-me . Aquela insegurança toda corroia-me por dentro , com medo que ele me quisesse magoar . Mas ainda havia a Duffy , o problema da Duffy gostar do Steven .
       Acordei , vesti umas jeans cinzentas , uma t-shirt dos marron 5 e um casaco preto . Penteei o cabelo , arrumei a mochila à pressa e saí num ápice . Cheguei à escola na hora do toque , e apressei-me até à sala , onde iriamos ter matemática . Ouvi o Joel a falar-me , e apeteceu-me mandar-lhe um estalo . Ignorei-o a aula toda e no final ele seguiu-me até ao bar .
       - Deia , o que se passa ?
       - Não me chames Deia ! Esse nome é para amigos , não para pessoas parvas que andam enrolados  com raparigas que têm namorado . Porque caso nao saibas , aquela rapariga com quem estiveste , ERA NAMORADA DO ANDRÉ !
       Entrei na casa de banho dando-lhe um empurrão . Confesso que estava perturbada por descobrir que ele na verdade não gostava de mim , mas penso que seja por associar a mentira do Joel aos possiveis sentimentos do Steven por mim . A Duffy entrou a seguir na casa de banho , e disse-me para esperar por ela nas bancadas do campo .
       Quando saí bati contra o Steven  . Ele agarrou-me e disse que eu não podia continuar a fugir daquilo que “ nós “ tinhamos e beijou-me longamente . O pior da situação que a Duffy tinha acabado de sair quando isso aconteceu ...

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Capítulo 7





O dia decorreu num ápice, porque como todas as coisas boas, não durou para sempre. Acompanhei a Duffy a casa e dirigi-me à minha casa, enquanto segurava o meu cabelo com um elástico, num puxo básico em cima da cabeça. Ouvi uns passos atrás de mim e depois um barulho de rodas,que me pareciam ser de skate, mas ignorei. Quando senti alguém puxar-me...
- Parece que me andas a evitar.
- Não te ando a evitar, Steven.- pela primeira vez falei com ele sem gaguejar.
- Andas sim. Ontem tivemos uma tarde tão boa e depois, parece que mudaste completamente comigo.
Permaneci em silêncio, pois não sabia o que dizer. Todas as palavras que saíam da boca dele eram verdadeiras e justificadas. Sabia que se dissesse algo que demonstra-se afeto/amor, podia ser crucial.
-Steven, eu...
Fui interrompida por um longo beijo que me cortou a respiração e que eu, por mais que quisesse, não conseguia evitar.
Afastei-o e afirmei:
- Isto não podia ter acontecido.
Virei-lhe as costas e comecei a andar num passo acelerado. Ele correu atrás de mim.
- NÃO, ANDREIA. Não vais voltar a deixar-me sem me dares justificações. Se isto aconteceu foi porque ambos o quisemos. Se não podia ter acontecido, explica-me porquê.
Virei-me e olhei-o diretamente nos olhos:
- Desculpa.
Haviamos chegado a minha casa e eu entrei, rapidamente. Deitei-me no sofá e abracei-me a uma almofada. Fitei o teto e sorri para o nada. Eu sentia-me maravilhada e horrorizada. Aquele misto de sentimentos havia voltado. Eu não conseguia fazer funcionar ao mesmo tempo o meu cérebro e o meu coração. Algures dentro de mim uma voz dizia que eu fora uma péssima amiga por ter deixado que aquele beijo tivesse acontecido e outra voz dizia que eu não podia evitar que o amor acontecesse e se demonstrasse através de atos como aquele.
Agarrei com força o colar que a Duffy me havia dado ' Perdoa-me ', disse.
Precisava de refrescar as ideias e naquele dia estava bastante calor, vesti um biquini, peguei numa toalha e num chapéu e saí de casa. Voltei à praia onde tinha estado com a Duffy, de manhã e avistei ao longe uma figura que me era bastante familiar. Quando me aproximei vi, claramente que era o André que, sentado numa rocha, atirava pequenas pedras ao mar, revelando uma tristeza e mágoa  invulgares nele.
Estendi a toalha e dirigi-me à rocha onde ele estava. Pus-me atrás dele e abracei-o. Quando olhou para trás, foram notórias as lágrimas que corriam pela sua face como uma chuva no deserto.
Quase sem acreditar na situação, sentei-me a seu lado e virei-lhe a cara de modo a que ele pudesse olhar-me nos olhos.
- O que se passa, Dré ?- disse num tom sádico, pois eu estava-me a sentir triste por ele.
Eu nunca tinha visto o André a chorar. Calculei que fosse uma situação bastante grave. Uma situação arrasadora para ele.
- Não é nada, não te preocupes.- foi a sua resposta.
- PREOCUPO SIM! És o meu melhor amigo, o meu irmão. Eu não gosto de te ver assim e não vou desistir de saber o que se passa.
Suspirou e disse, simpaticamente.
- Tu nunca mudas, pois não, mana ?
-Óbvio que não.- sorri.
O André contou-me que ele e a Sara haviam acabado e essa era a razão daquela tristeza toda. E o porquê ? Ele encontrou-a com outro... E nem acreditei quando soubem quem era o outro- o Joel. Que se fingia de apaixonado por mim e andava com a namorada do meu melhor amigo.
Determinada a desabafar com alguém sobre o que se passara naquele dia. Decidi contar ao André.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Capitulo 6


      


Eram 16h30 e eu ainda nao sabia o que fazer .  Estava ainda demasiado perturbada com o facto de ter descoberto que a minha melhor amiga gostar do mesmo rapaz que eu ,  logo no dia em que ia a casa dele . Mais um inigma tinha aparecido na minha vida , como se já fossem poucos . Apetecia-me gritar  até perder a voz , gritar tudo o que me ia pela alma , gritar tudo o que  sentia no coração , até ficar vazia , sem emoções , sem desespero . Toda  a  minha vida ultimamente era um poço sem fim , em que a minha corda de salvamento se partira no momento em que percebi que estava a magoar a minha melhor amiga enquanto evoluia as coisas com o rapaz de quem eu gostava já à muito .
     Deitei-me na minha cama , a pensar no que aconteceria se fosse e se nao fosse , fazendo me decidir que nao ia . Levada pelos pensamentos  profundos da minha alma , dormi durante quase duas horas  , até que acordei com a minha mae a chegar .  Levantei-me e fui buscar um copo de leite e um pão com nutela , pois era o que me apetecia na altura : chocolate . Voltei para o quarto,  sentei-me à secretária e liguei o computador . Eram 18h30 , quando o Steven entrou :
      - Olá ... Porque não apareceste hoje ?
      - Olá ... Desculpa fiquei um pouco mal disposta e achei que nao seria boa companhia
      - Ok ... Que fazes ?
      - Falo contigo e edito o meu tumblr e tu ?
      - Falo contigo .
      - Ok
      - Então , fica para amanhã ?
      - Talvez para a semana , pode ser ? Ando um pouco  ocupada , desculpa .
      - Claro , não há problema  . Entao , de que queres falar ? ;)
      - Nao sei ... e tu ?
      - Estava na esperança que soubesses
      - Pois . Como está o Twix ?
      - Está melhor , parece que tinha comido algo que lhe fez mal .
      - A falar assim pensam que nao é um cão ;)
      - Pois xD Vá , tenho de ir , até amanha .
      - Até amanhã
     “ Que estupida Andreia  ! Agora ele vai ficar a pensar que achas que os cães são humanos , boa ! “ . Acabei por pensar que ,por um lado , até era bom, pois poderia afastar-se de mim .
     Depois do jantar enfurecedor com a minha mãe e o Rodrigo fui para o meu quarto , arrumei a mochila com os trabalhos de casa já feitos e falei com o meu pai ao telefone . Ainda nao sabia que resposta lhe dar , como é obvio . Com tudo o que se tem passado na minha vida , já nao sei responder a nenhuma das questões que se vão acumulando na minha mente , que me vão corroendo pouco a pouco . Após o banho , e antes de voltar para a cama vi o meu telemovel , com uma mensagem do André de à 3 horas que me deixou muito preocupada  “ A Duffy está comigo . Veio agora a minha casa e não está nada bem . Mal abri a porta ela caiu para os meus braços e desatou a chorar , e limita-se a dizer  « a Deia e o Steven , a Deia e o Steven ...»  Ela está muito mal Deia :$  “ . Segundo as horas que marcava o relógio , já era quarta-feira , pois passava da meia-noite . Vesti umas leggins a pressa , uma tunica básica branca e preta , peguei num casaco e corri até casa da Duffy . Já era muito tarde , por isso liguei-lhe até ela acordar e exigi-lhe que me abrisse a porta . 
      - Sabes que me podias contar como correram as coisas com o Steven amanhã, certo ? – reparei na voz abafada em que soltou aquelas palavras , com o seu olhar profundo nada sonolento .
      - Duffy , desculpa ! Desculpa por tudo , tenho sido uma besta contigo e uma total egoísta ! Desculpa se te magoei , desculpa se te fiz sofrer , desculpa-me por tudo isso mas eu nao tinha percebido , nem desconfiado que tu tambem gostas do Steven . Quero que saibas que prefiro se fores tu a ficar com ele , eu só nao quero perder a minha melhor amiga por alguem que nao posso ter a certeza que ficará ali para sempre , ao contrario de ti . Eu não consigo imaginar-me sem ti ao meu lado para desabafar, para discutir sobre cereais , para estar comigo na praia horas a fio , só as duas , sem mais ninguém . Desculpa por tudo , Duffy . Eu nunca te quis magoar ...
      Consegui ver as lagrimas a escorrer-lhe na cara  enquanto aparecia um sorriso que só a Duffy sabia fazer , e que lhe ficava maravilhosamente . Ela abraçou-me , até que caimos as duas na relva , devido à falta de forças .
      - Hey Deia , nesquick é muito melhor !
      - NEM PENSAR ! AS ESTRELITAS TORNAM O MAUZÃO EM BONZINHO !
      Desatámo-nos a rir , até que decedimos voltar para as nossas casas . Viviamos muito perto , e todos nós em casas unicas . A Duffy e o André eram quase vizinhos , só com uma casa pelo meio . Eu vivo a alguns metros , nao muitos  .
      Na manhã seguinte foi o contrário , eu fui acordada pela Duffy .
      - Sim ?
      - Hey Deia , arranja-te e desce , estou à tua porta à espera ! Mas nao tragas a mochila .
      - Deolinda Ferreira , já me estou levantando . Sem mochila ?
      - DEIA EU MÁTO-TE SE ME VOLTAS A CHAMAR ISSO !
      - Haha , também te amo !
      Desliguei-lhe o telefone na cara , fui à janela e fiz-lhe uma careta .  Apareci alguns minutos depois acompanhada com uma mala branca com os meus bens mais essenciais . Estava vestida com  uns calções pretos , uma camisola de cavas básica branca com um casaco preto e as minhas vans azuis . A Duffy estava praticamente igual , de calções brancos  , camisola azul , um casaco preto e as suas vans azuis , compradas ao mesmo tempo que as minhas .
      Puxou-me até à nossa praia e retirou da sua mala um pequeno saquinho com duas pulseiras com o simbolos do infinito . Nessa quarta-feira , o dia foi nosso . Sem aulas , les bacas locas , problemas , nada . O dia perfeito de que estávamos a precisar para fazer renascer a nossa amizade como ela semre fora .

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Capítulo 5





'' Eu não te devia estar a dizer isto, mas acho que mereces saber... A Duffy gosta do Steven já à algum tempo, não to quer dizer, pois sabe que tu também gostas dele e acha que isso pode afetar a vossa amizade. Eu não sei, Deia, mas ela parece-me gostar tanto dele... Para não a magoares, é melhor não falares com ela sobre ele... '' - esta foi a resposta do André.
Confesso que me deixou um pouco perturbada, a minha melhor amiga gosta do mesmo rapaz que eu.
Estes últimos dias têm sido dias de escuridão, em que a minha mente se encontra apagada e a minha capacidade de raciocínio afetada. Um turbilhão de emoções era provavelmente a expressão correta.
Deitei a cabeça na almofada e adormeci.
Acordei eram já 8:45 , o meu despertador não havia despertado e a minha primeira aula já ia a meio. Vesti rapidamente uma camisola às riscas preta e cinza, uns calções pretos e as minhas converse cinzentas e saí de casa a correr. Quando cheguei à escola eram 9:15.
Bati à porta:
- Desculpe o atraso.
- Entre lá, menina.- respondeu rispidamente o professor de biologia.
Sentei-me na secretária, na qual se encontrava um bilhete.
'' Aparece em minha casa às 18h :) 
                        Steven. ''
Sorri, subitamente, mas parei quando me apercebi que a Duffy estava a olhar para mim fixamente, com um olhar profundo e triste. Olhei para o André e perguntei o que se passava e ele respondeu:
- O Steven entregou hoje de manhã esse bilhete à Duffy e pediu para to entregar e ela ficou assim...
Sentia um ambiente melancólico, tanto em minha casa, como na escola. O meu mundo estava prestes a desabar e eu não sabia o que fazer para o evitar.
Coloquei as mãos na cara, levantei-me e ia sair da sala, mas a 'baca loca' da Serena fez-me uma rasteira. Lancei-lhe um olhar furioso e saí a correr. Ainda ouvi ao longe '' Mas onde é que a menina pensa que vai ?'', mas ignorei. Fugi para o meu refúgio: a praia.
Caí de joelhos na areia e deixei-me levar pelo vento que me atirou bruscamente para o lado. já deitada na areia, fiquei a admirar o céu.
Fechei os olhos.
- Que fazes aqui ?- reconheci a voz e abri rapidamente os olhos.
- S-Steven ? A-a-a, eu.. literalmente FUGI da escola..
- Então e porquê ?
Naquele momento o que eu mais precisava era de falar, assim, abri o meu coração a um, pode-se dizer, quase-desconhecido e disse-lhe tudo o que se passava na minha vida, desde a vinda do meu pai, aos sentimentos que eu e a Duffy nutríamos pelo mesmo rapaz (obviamente que não lhe disse que esse rapaz era ele).
Sentados na areia, a olharmo-nos olhos nos olhos, houve uma lenta aproximação, narizes tocaram-se e... 
- Andreia ?
Olhei para o lado e observei que se tratava da minha mãe.
- M-mãe !
O Steven encontrava-se bastante envergonhado.
- Que fazes aqui? Não devias estar em aulas ?- inquiriu a mãe.
- E tu não devias estar a trabalhar ?- respondi.
- Não estamos a falar de mim.
- Bom, o meu professor faltou e deixaram-nos sair.
- E esse rapaz quem é ?
Fez-se uma longa pausa, até que o Steven se levantou e estendeu a mão à minha mãe dizendo:
- Steven Royal, prazer.
- E o que é que tu és à minha filha ?
- MÃE ! Cala-te lá!
- Pronto, já não está cá quem falou. Vou mas é trabalhar.
Veio à minha beira e depositou-me um beijo na bochecha.
- Até logo, filha.
- Até logo, mãe.
Olhei para o Steven, que me olhava com ternura.
- Onde é que nós iamos ?- disse ele, algo envergonhado.
Ele aproximou-se e... Eu abracei-o e dei-lhe um beijo na bochecha. 
- Eu apareço em tua casa, logo à tarde.- sorri.
Ele retribuiu o sorriso e viu-me afastar.
Não sei porque não deixei que acontecesse algo mais, mas ainda o posso mudar. 


Capitulo 4






   Acordei às 07h15 , com uma vontade enorme de ir para a escola , talvez por já nao sopurtar o ambiente infernal de  “ amor eterno “ entre a minha mãe e o nojento  do Rodrigo .  
    Levantei-me , e dirigi-me até à casa de banho e tomei um duche rapido . Enrolei uma toalha no meu corpo e outra no cabelo , e voltei para o meu quarto , onde escolhi a minha roupa ara esse dia : jeans escuras , uma camisola branca com uns desenhos abstratos e um casaco preto . Estiquei o cabelo  com mais precisão , coloquei algumas pulseiras e um fio que o Joel me tinha dado à alguns meses .  Desci até à cozinha , bebi um copo de sumo duma vez e peguei numa torrada , que comi durante o caminho .
    Cheguei à escola por volta das 8h00 , e fiquei à espera  da Duffy e do André , como sempre . Chegaram ambos pouco depois , e fomos até ao bar , pois a Duffy nunca comia em casa . Eram 08h30 quando tocou , para irmos para Inglês . Nessa aula , eu estava ao pé do Joel .
    - Bom dia princesa , estás melhor ?
   - Princesa ? Haha . Mais ou menos , nada que nao se resolva .
   Ele olhou para o colar , e sorriu .
  - Podes contar sempre comigo sabes ? – mostrava alguma preocupação ao dizer aquilo , mas percebi que ele estava apenas nervoso
  - Obrigada Joel , mas é uma historia complicada .
  - Eu sou bom ouvinte – sorriu .
  Tivemos de nos calar , pois o stôr ameaçou-nos mandar para a rua . Les bacas locas lançaram logo um risinho estupido , como era obvio vindo de uma bruxa . Nesse momento , tive vontade de lhe mandar com os livros à cabeça , a ela e às suas amigas que trocavam segredinhos incansavelmente . Tocou para a saida , e eu apressei-me a sair para nao ter de aturar a Serena com os seus comentarios  de pessoa ignorante . A manhã passou depressa e , nesse dia só teria aulas até às 14h00 . Eu , a Duffy  e o André combinamos ir almoçar os três à pizzaria , e depois  à praia . Apesar do frio , iamos muitas vezes à praia , pois era uma cena nossa , já à alguns anos . Quando chegámos à praia , as nuvens destaparam alguns raios de sol , que chegaram diretamente até nós . A louca da Duffy , sem mais nem menos gritou que tinha saudades do Verão e atirou-se à agua , levando-me com ela alguns minutos depois . O André só se ria , e negava-se a entrar tambem , mas nós empurrámo-lo .
    Estivemos ali algumas horas , até que o André teve de ir embora . Eu e a Duffy ficamos sentadas a olhar para a agua e a conversarmos sobre varios assuntos . Podia ver que ela estava a esconder-me algo , mas como  nao me queria chatear com ela ,  nao disse nada e abracei-a , durante algum tempo . Acabamos por nos levantar e ir embora .
    Cheguei a casa , mas ainda nao estava ninguem . Depois de tomar banho e de me vestir , fui buscar uma taça de cereais estrelitas , que a minha mae comprara dois dias antes. Fiz os trabalhos de casa e liguei o computador , para ir ao facebook por as fotos tiradas umas horas antes e ver quem estava on-line .
      - Olaa, tudo bem ? – era o  Steven
      - Olá , sim e contigo ?
      - Mais ou menos , o twix tem vomitado muito e os meus pais levaram-no ao veterinario hoje .
      - Espero que ele melhore :s
      - Eu tambem ;s Olha , vi-te hoje na praia com a Duffy e o André .
      - Ha , entao viste as nossas figuras , imagino :s
      - Foram giras . Posso fazer-te uma pergunta ?
      - Claro ;)
      - O que há entre ti e o André ?
     -  Somos melhores amigos , porquê ?
     - Nada (:  Estava a pensar se amanha nao querias passar em minha casa , depois das aulas .
     - Se a mina mae nao precisar de mim , pode ser  - nao sabia que me tinha passado pela cabeça para dizer aquilo
    - Boa , olha , vou jantar , beijos
   - Beijos
   Estava super contente , mas tinha receio de contar à Duffy , por causa da esquesitísse dela quando falava do Steven , por isso nao contei  e esperei pela opinião do André sobre este assunto . Nao tinha fome e a minha mãe avisara que tinha ido jantar fora com o cabeça oca , por isso comi uma sandes de atum e fui para a cama . Mandei um sms ao André a perguntar se sobre o assunto da Duffy , à qual ele respondeu alguns minutos depois ...
    

sábado, 9 de junho de 2012

Capítulo 3




A vontade de sair da cama neste domingo de chuva era quase inixistente.
Acordara com tremendas dores de cabeça, em parte derivadas ao tanto ter pensado no que fazer e noutra parte do não ter conseguido chegar a nenhuma conclusão.
Vesti um robe e caminhei até à porta onde se encontrava uma pequena caixa de chocolates com uma carta, abri-a:
'' Andreia, eu pretendia visitar-te, mas a tua mãe disse-me que querias estar sozinha. Envio-te esta pequena caixa onde se encontram os teus chocolates preferidos, para te levantar o ânimo. Espero que fiques bem, seja qual for o motivo.
       Com amor,
                      Joel.''
Confesso que gosto daquela preocupação que o Joel sempre tem comigo, só lamento que ela não perceba que não vai passar de uma grande amizade.
Desci calmamente as escadas e ouvi ao longe um pequeno sussurro, aproximei-me e vi, claramente, de que se tratava de uma conversa telefónica do Cabeça Oca com alguém. Encostei-me à parede e ouvi-o sussurrar:
       - Claro que podemos encontrar-nos, Serena. Sim, eu invento uma desculpa qualquer. Mas vá, fofinha, agora tenho mesmo de ir, depois falamos. Beijos.
Oh meu Deus, aquele descarada, desavergonhado, aquele sem cérebro, aquele perfeito ANORMAL a marcar um encontro com outra das '' les bacas locas''.
Desviei-me e num impulso gritei:
       - Como é que te atreves ?!
Ele fez uma cara assustada e de seguida disse:
       - O que foi, querida ?
       - Não me chames querida! Afasta-te da minha mãe, vai ter com a Serena, sê feliz com ela! Mas sai desta casa, pára de infernizar as nossas vidas !
       - Fofinha, eu sou teu padrasto, eu é que mando nesta casa.- disse-o num tom cínico, soltando um riso de gozo.
       - Tu metes-me nojo.- afirmei-o com raiva e retirei-me daquele espaço.
A única pessoa que me compreenderia naquele momento era o André, que sente o mesmo que eu em relação ao padrasto, por isso, vesti um casaco comprido, calcei-me e saí de casa correndo, sem nem pegar num guarda-chuva e só parando a porta de sua casa.
       - Deia ?- perguntou com tom de surpresa.
Repentinamente, lágrimas correram pela minha cara e misturaram-se com as gotas de água que ainda caiam do céu. Fui de encontro a seus braços, onde se formou um abraço que só mesmo o meu André me sabia dar.
Entrámos e eu deitei aquela confusão toda que permanecia em minha cabeça em palavras e ele ouviu-me, sem criticar ou opinar, tudo o que eu pensava, tudo o que estava a acontecer, as brigas com o Rodrigo e até as coisas com o Steven.
Nem eu sabia o que pensar e não estava, obviamente, à espera que ele decidisse as coisas por mim, mas o bom mesmo do dia de hoje, foi saber que os amigos verdadeiros ainda existem.

Capitulo 2



    Estava estupfacta . O meu pai , aparecera ali sem mais nem menos , com a sua namorada .
    - Querida , tenho tantas saudades tuas ! – disse-me ele , enquanto me abraçava  - esta é a Victoria , conhecia em Inglaterra e ...
    - Sim pai , e apaixonaste-te . Porque vieste cá ?
    - Bem , eu queria fazer-te uma proposta ...
    - U-uma proposta ? Q-qual ?
    - Eu queria propôr-te que fosses comigo para Inglaterra !
    - Haa-aamm .. E-eu ? Inglaterra ? E-eu ... Eu nao sei .
    A minha mãe tinha acabado de entrar , quando ouviu a proposta que o meu pai me fizera . Largou a mala num acto de raiva e virou-se para o meu pai , dizendo :
    - Mas tu bateste com a cabeça ou quê ?! Mal nos divorciámos foste para Inglaterra e nem quiseste saber da tua filha , nao te preocupaste em mandar dinheiro para ela ! Para ti era tudo um mar de rosas , falavas com ela por telemoveis e computadores , tinhas muitas saudades mas sustentá-la já nao te intressava ! Sabes o quanto eu tive de trabalhar para dar à tua filha a vida que ela merece ?!
    - Susana acalma-te ! Eu nao mandei dinheiro mas tu tambem nao pediste ! Se a Andreia quisesse dinheiro ela pedia-me e eu nao exitaria em dar-lho !  Agora nao me faças assar pelo monstro QUE EU NAO SOU diante da minha filha e da minha  mulher !
    - Hahaha , a tua mulher ? – disse a minha mae num tom ironico – Quanto é que lhe pagas ao mês ? Espero que seja muito , aturar-te consegue ser mesmo dificil !
    - Susana vê lá o que dizes ! Já nao tens a confiança para mandares essas bocas à muito tempo !
     - Eu faço e digo o que me apetecer ! A lingua é minha e a casa tambem . E nao me lembro de te ter convidado a entrar !
    Eu assistia ali a tudo , sentindo que tinha de fazer alguma coisa . Mas nao sabia o quê , os eus pais discutiam ainda mais do que quando se divorciaram e , desta vez , a causa era eu ! Num acto de nervosismo exclamei :
   - Heyy ! PODEM PARAR COM ISSO ?! Mãe eu ainda  nao aceitei e ...
  - Nem vais aceitar ! O teu pai nao tem o direito de te tirar de mim após este tempo todo !
  - Ouve-me ! Eu ainda nao aceitei , e pai , eu nao vou deixar a mãe assim . Foste embora logo após o divorcio e nem me perguntas-te  minha opiniao .Vais ter de me deixar pensar ...
   A minha mae saiu com o cabeça oca e disse ao meu pai que o jantar era por conta dele . De repente tive ma súbita pena da Victoria pois ela assistira a tudo sem perceber o que se passava.
   - Entao , ela fala português ?
   - Pouco .
   - Pois ...
   - Olha , Andreia , sei que tens muito que pensar , por isso vou deixar-te . Vou buscar-te comida chinesa pode ser ?
    - O-ok .
    Ele agarrou na minha madrasta e foi-se embora , voltando mais tarde só para entregar a comida. Fui para o meu quartoe deitei-me na minha cama . Pus os meus phones e comecei a relembrar todos os momentos com o meu pai e a minha mae , como uma familia . Só desejei que esses momentos voltassem , e adormeci ....

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Capítulo 1




     Hoje é sábado e incrivelmente acordei cedo. Vesti uns calções e um top e decidi ir correr um pouco, refletir na minha vida e em como afastar aquele terrível homem da minha mãe.
       - Então querida, onde vais ?- ouvi o Cabeça Oca falar, mas simplesmente bufei e como sempre, não prestei a mínima atenção.
     Coloquei os phones nas orelhas e saí de casa, sem dar justificações a ninguém para onde iria.
     Dirigi-me, rapidamente, para a praia que àquelas horas se encontrava deserta. Avistei um pequeno cachorro que corria atrás de mim e nos meros momentos em que desviei o olhar do terreno onde me encontrava a correr, embati contra um ser que me era bastante familiar- o Steven.
     Retirei os phones das orelhas e soltei um:
       - S-Steven ?
       - Desculpa, Andreia... Hum, tu, estás... bem ?
       - A-a-a, está tudo bem. Não te preocupes.- disse, apesar de me sentir bastante desiquilibrada.
     O pequeno cão que me seguia viera até a nossa beira.
       - Esse é o meu cão, o Twix.- afirmou, sorrindo.- E parece que gostou de ti.
       - Ownn, ele é um querido. Não és, Twix ? - disse eu, fazendo-lhe festas.- Oh cutxi, cutxi.- e de repente parei, porque me havia percebido do quão idiota estava a ser.
      Mas a única coisa que ele fizera era rir-se de mim.
       '' Andreia, és mesmo otária, ele agora está a pensar que tu és uma demente, que se diverte a falar com cães ! '', pensei.
       - A-a-a, talvez queiras aparecer um dia... lá em casa, para... para ver o Twix.
     Corei, repentinamente e abanei com a cabeça emitindo um ''sim''.
       - Então, vemo-nos por aí.
     Acenei e vi-o afastar-se e quando já tinha tomado distância suficiente, comecei a saltar, e a gritar '' Yes, yes, yes, yes, yes '', tal e qual uma doida.
     Não aguentei guardar aquele momento tããão marcante só para mim e corri à casa da Duffy.
       - Duff, não vais acreditar no que aconteceu!
       - O que foi, Deia ?- inquiriu, num tom de admiração.
     Quando ia dizer o que se passou, lembrei-me do quão estranha a Duffy ficava quando eu falava do Steven, parecia quase incomodada ou até enervada com o assunto. Persuadi-me e rezei para que a minha fértil imaginação não me falhasse agora.
       - A-a-a, o Cabeça Oca e a-a-a minha mãe, eles discutiram, estou tão feliz !- oh meu Deus, podia ter inventado desculpa mais estúpida ?
       - Só isso ?
       - Não é ótimo ?
       - Ah, se tu o dizes...
     Percebi imediatamente que tinha sido apanhada, eu nunca conseguiria enganar a menina Deolinda. Mas manti a esperança e troquei rapidamente de assunto.
     Quando saí de lá e cheguei a casa, nem podia acreditar no que lá me esperava...

Apresentação


    Há quatro anos , os meus pais separaram-se .  Tinha doze anos , por isso , nunca me disseram o porquê . Só sabiam dizer-me “ Andreia , não te metas nos assuntos dos adultos “ e “ ambos adoramos-te, nao vais ter de escolher nenhum “ e essas tretas todas de pais . Bem , nem tudo era verdade .  Após o divorcio , o meu pai fugiu para Inglaterra , e a minha mãe , uns meses depois , começou a andar com o Rodrigo Cabeça Oca , o meu padrasto . Desconfio que esta relação tenha começado muito antes do dia em que me deram a conhecer dela , mas também nao quero saber . Apenas me intressa que , na minha vida existem três grandes guerras :
1 – Guerra contra o meu padrasto , um imbecil que nao sabe usar o cerebro para nada de util
2 – Guerra contra as más notas [ desde o divorcio dos meus pais , as minhas boas notas decidiram tirar ferias ]
3 – Guerra contra as “ les bacas locas “ , um trio de atronhadas a quem eu , a Duffy e o André ( melhores amigos ) demos aquele nome tão original .

Apresentação das personagens :

- Andreia Gonçalves [eu]




































- Carlos Gonçalves [pai]
































- Victoria Blues [namorada do pai]




























- Deolinda Ferreira, Duffy [melhor amiga]


























- André Santos [melhor amigo]


































- Sara Alves [ex-namorada do André]






























- Susana Silva [mãe]




























- Rodrigo Durães [padrasto]




























- Viviana, Serena & Daniela, por mim chamadas ' les bacas locas ' [as más da fita]
































- Steven Royal [ O BOY] $;
























- Joel Faria [o apaixonado]