quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Capitulo 12
- Hahaha, és mesmo muito parva ! Achaste mesmo que te amava? Obrigado querida Andreia ! Consegui o que mais queria devido à tua insignificância e estupidez. E o melhor ?! Tu perdes a memoria após o teu " incidente " e só te lembras de mim, e do meu skate não é? HAHAHA QUE PATÉTICA ! Agora acreditas em tudo o que te contam ! Dizem-te que amas quem não amas, tens amigos que odiavas, e tu sem saber nadinha. Que ignorante meu amor HAHAHA ! Nunca pensei...
- QUEM ÉS TU?! ONDE ESTÁS ?! O QUE QUERES DE MIM ?!
- O que eu queria tu já me deste.
- O QUE É QUE TU SABES SOBRE MIM ?
- HAHAHAHAH
Aquele riso sinico dava-me arrepios. À minha volta uma sala completamente vazia, escura, sem entrada nem saida. De onde vinha aquela voz? Quem seria ? O Joel ? O André ? Não me parecia ser nenhum deles. De repente começaram a cair mil imagens como que do ceu, um skate, pulseiras partidas, beijos, uma praia.... Não via rostos, corpos, nada...
- Consegues ver-me fofinha ?
- QUEM ÉS ? - as lágrimas escorriam pela minha cara a a minha voz parecia voltar para mim como eco entre montanhas.
- Eu sou o teu amado, nao te lembras ?
- Joel ?
- HAHAH! Esse é o teu pretendente , que por sinal roubou a namorada do teu melhor amigo, lembras-te amor ?
- O qu... o quê ? O meu melhor amigo... - aquela voz parecia contar-me a minha vida, e ao mesmo tempo, rir-se do meu desespero naquela situação. Quem seriam aqueles de quem ele falava? - o André !
- Sabias que se " adormeces" num sonho, nao acordas mais ?
- O que queres dizer com isso ?
- Era o que tu querias... Dormir... Para sempre... HAHAHAHAH
- NAO QUERIA NADA ! Eu...eu... NAO QUERIA NAO
- Andreia, diz-me: porque achas que estás no hospital ?
- Eu... eu ... Eu caí ! E bati com a cabeça !
- Pois caíste, mas por vontade própria ! HAHAHAH ! Vá, eu vou ajudar-te a concretizar o teu sonho.
O chão abriu de repente e eu senti uma força a puxar-me para aquele buraco.
- PÁRA ! O QUE ESTÁS A FAZER ?!
-HAHAHAHAHAH
- PÁRA ! EU NAO QUERO...
No vazio, o som de uma maquina assinalava o que parecia ser o meu batimento cardiaco, lento, leve, quase morto, acompanhado das vozes de seres humanos em panico gritando o meu nome.
- ANDREIA !
- T... t... tu ?
- Sou eu, o André, lembras-te ?
- Não sei...
- Andreia, meu amor ! Estava a ver que te perdia...
- Nunca me tiveste pois nao Joel ? - reconhecera aquela cara, era sem duvida o Joel. - mãe, podes sair ?
- Ham... está bem ...
- Andreia o que queres dizer ? Eu amo-te e tu amas-me !
- O QUÊ ? VOCÊS NUNCA ANDARAM NA VIDA !- o André mostrava uma cara furiosa, e algumas lagrimas enchiam os seus olhos verdes que eu gostava imenso.
- Ora essa André, tu só estás com ciumes ! Sabes bem que nós andamos À dois anos, e nos amamos imenso ! Pára de me tentar roubar a namorada !
- And... André ? - já nao sabia em que acreditar naquele momento. - sai por favor...
Os seus olhos desabaram e ele retirou-se sem dizer uma palavra. Lá fora ouvi um grito de desespero que parecia maior que os meus todos juntos. Senti um leve beijo, junto de um sorriso e adormeci profundamente...
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário